sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bilingue




    Obra de Frida Khalo - El Sol y la Vida(1947)


Mentira...

Mentira lo que dice
Mentira lo que hace
Mentira la mentira
Mentira la verdad
Mentira lo que cuece
Bajo la oscuridad
Mentira el amor
Mentira el sabor
Mentira la que manda
Mentira comanda
Mentira la tristeza
Quando empieza
Mentira non se va
Mentira, mentira..
La mentira
Mentira non se borra
Mentira non se olvida
Mentira la mentira
Mentira cuando llega
Mentira nunca se va
Mentira la mentira
Mentira la verdad
Todo es mentira en este mondo
Todo es mentira la verdad
Todo es mentira yo me digo
Todo es mentira por que sera?
                 ( Manu  Chao - Clandestino)



Enquanto procurava uma coisa, achei outra, é sempre assim, meus mapas as vezes se invertem, meus pontos cardeais mudam de lugar, os lugares se alteram e eis as surpresas: Manu Chao



Estou sem bússola, ok
Não precisa tirar nenhuma conclusão!



Penso em coisas quase biblicas, levada pela música, ouvimos só o que queremos!!!
No meio do vácuo la verdad se perdeu, es verdad
Pacha Mama sabe...




Todos os mitos nos contemplam, eles estão entre nós para ensinar sobre todas as coisas do mundo, sobre a natureza humana...e o que aprendemos em milhares de anos? Em centenas de civilizações??
la mentira, es verdad
Essa talvez seja la verdad...
Por favor pense um pouco, só um pouquinho...




É a civilização, é a cultura planetária, somos nós!
es verdad, la mentira...

Quando era pequena aprendi que o sol  nasce no leste e morre no oeste, por enquanto es verdad...





Mentira non se olvida


Esperanza, Pacha Mama foi o que restou no fundo da caixa de Pandora...

Mentira cuando llega
Mentira nunca se va



Je ne T' aime plus




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Atos antigos e contemporâneos...


Quando ela começou, não imaginava o que poderia alcançar...

Sei Shonagon
 
(...) A vida diária da nobreza é vividamente descrita também no Makura no Soshi (O Livro do Travesseiro), uma brilhante coleção de ensaios num estilo que lembra os poemas em prosa, criado por outra talentosa e perspicaz dama da corte, Sei Shonagon (c.996-c. 1013). Mas suas vívidas observações são mais realistas, sensíveis e impressionantes, e demonstram mais humor. O Makura no Soshi é marcado por uma agudeza e sagacidade que dificilmente encontram rivais na literatura japonesa de períodos posteriores.(...)

Um pequeno trecho da obra:

37. COISAS QUE CAEM DO CÉU

Neve. Granizo.  Aprecio quando se misturam.
Maravilhosa neve sobre os cipestres.
A neve penetra o vão entre as telhas, deixando o telhado negro em
alguns lugares e puro branco em outros - muito atraente.
Garoa e granizo caindo sobre o telhado de madeira.
O gelo que se esgueira pelos beirais.
http://periodicos.ufsc.br/


 Algumas imagens do filme:




De onde surgem os sentimentos, e onde nos colocamos...

O "Livro de Cabeçeira" de Peter Greenaway, filme de 1996, indescritível, creio que nem todos irão apreciar, é impactante. Eu considero uma obra prima em todos os sentidos, salientando  sua plasticidade. Belo.
A personagem do filme, começa a escrever, de forma inusitada, tendo como suporte para sua escrita o corpo, o livrocorpo. É necessário entender o contexto, então, vejam o filme com a mente aberta...



Causou algum estranhamento? Um livrocorpo - "Livro do Silêncio" escrito sobre a língua??? Há o que pensar, certo?


Plasticidade da escrita para ser apreciada em sua forma...


 
Bem, para que ressuscitar uma poetisa que viveu há 1000 anos atrás no Japão? Juntar com o filme de Greenaway.

                                           


                                Ele me apresentou a ela. Poetisa e personagem...




Me apresentou uma nova forma de ver  o amor em relação a palavra escrita...
O meu amor já é antigo, e lembrei-me de repente...disso tudo... de todas as palavras que li e todos os livros que amei. Acho que isso é comum entre os apreciadores de palavras.



E soube que estou escrevendo, como milhões de outras pessoas no mundo, o meu "livro de cabeçeira", algo que poderia ser tão íntimo, está por ai, e outros "livros" também estão por aí.
Não vou entrar no mérito literário de todos os blogs nem do meu ...nada, não é a intenção, quero apenas lembrar que escrevemos as impressões sobre o mundo, sobre os "eus", cotidianos, aprendendo com outras vidas..sem nem conhecê-las.
Há algo de belo nisso.
Nosso livrocorpocomputador contemporâneo...que me traz tanto, que me leva a outros lugares,
aqui o conceito de tempo e lugar é outro...estamos descobrindo...
Sem perder o amor a palavra que neste momento une..
 Encerro com mais palavras de mil anos atrás..

COISAS QUE SÃO PRÓXIMAS APESAR DE DISTANTES

Paraíso.
Rota de um navio.
Relações entre um homem e uma mulher.
                                                               Sei Shonagon
                  


                                        
                                                                                                 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ninhos...

Ninhos...você já pode observá-los?


Penso neles somente quando vejo um pássaro carregando algo em seu bico para fazê-lo, sempre admirei essa capacidade. Seres minúsculos tecendo o aconchego...



Hoje pensei em um ninho, ao saber de sua perda, senti que tenho muitos ninhos, diversos, alguns até muito antigos, como a que compartilhava desde muito cedo com você.Podia voar e retornar quando queria...afinal pela própria natureza, nós é que voavamos!



Hoje sinto com alguém muito especial para mim a perda desse ninho, de um pedacinho feito de galhinhos.
Saimos tantas vezes, escondidas, fugidas, afinal tinhamos asas...
Vagamente imaginavamos que talvez um dia ele não mais existiria...


Ele estava sempre ali, as recordações são guardadas com tanto afeto, memória é afeto...
Hoje estou com você minha amiga, sentindo essa perda, lembrando e sentindo essa ligação que sempre tivemos, além do tempo e do espaço...e talvez eles existam de outras formas.
Te deixo aqui, de coração um ninho mais parecido com você,
nada tradicional, mas profundo e vislumbrador...         

De maneira alguma é pretencioso, nada de substituições, tudo que é verdadeiro é único e insubstituivel, mas sempre haverá ( assim espero) um ninho para voltar mesmo que seja de outra forma.


Minha amiga de sempre e sempre, só há o que aprender a ser...
Um abraço muito prolongado e um afeto inestimável!!!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Como explicar uma pessoa como eu!!!

Nem eu mesmo me explico!


Joseph Beuys


Ele também tentou explicar de uma forma muito diferente, tão diferente que fez o mundo ser diferente, ou seja o mundo andou para frente!


Chega de repetições, mesmices, corrupções, ciúmes, invejas pequenos poderes e outras coisas tão ancestrais que mantém os seres deste planeta em um grau primitivo de evolução humana. Histórias velhas que nos seguram pelos pés!!!
Dói tanto ser diferente!!!
Como a gente se explica, sendo assim?




Inconformismo, visão, alteração essencial, viemos para refazer os mesmos esboços, recriá-los...

A experiência pessoal é o único caminho capaz de nortear a criação.Quem é habilitado a criar? Segundo Duchamp, “aquele que inventa um signo: portanto eu sou o único ou o maior ou o último artista”. Beuys responde que todos “aqueles que conhecem a linguagem do mundo, ou seja, você e eu estamos habilitados a criar”.(...)
Para Beuys, as mudanças na estrutura social e política do mundo aconteceria somente a partir da arte. A história pessoal do artista transforma arte em política e política em arte. Beuys defende que “somente a arte, isto é, a arte concebida ao mesmo tempo como autodeterminação criativa e como processo que gera a criação, é capaz de nos libertar e de nos conduzir rumo a uma sociedade alternativa”. (...)


Beuys é conhecido principalmente como autor de várias “ações” artísticas, com o propósito de ressaltar a quarta dimensão da escultura: “aquela na qual as atitudes ganham forma, e os comportamentos, conteúdos”.
Pode-se dizer que Beuys, um dos mais originais e influentes artistas do século XX, reconhecido em seu tempo como ‘pastor’ ou ‘guia’, trouxe a arte para a vida. Recusou a beleza como meta em si e como meio. Todo o seu trabalho orienta-se em busca da idéia da verdade. Segundo Heidegger, “é somente quando o homem enquanto ‘pastor do ser’ espera a verdade que ele pode esperar uma mudança do destino do ser”.
http://www.storm-magazine.com/


Alguém achou isso estranho?


                                                       
 Acho que sim, me explico a minha cosonância é outra, um longo exercício, muito longo...de exercer a minha peculiaridade, a minha verdade.Talvez alguém possa achar que o texto acima só  existe no imaginário de um artista. A arte muda o mundo e o mundo muda a arte, as vezes demora é claro, se os pretenciosos, vaidosos, 
pseudo poderosos, e outros "osos" (que voce puder lembrar) fossem deixados de lado, já seria bem mais fácil.
Posso me explicar sim, sem ter que provar, já provei muitos gostos e de todos os tipos!Ah! continuo provando que minha alma é de artista, pois vivo todos os dias refazendo os esboços do meu eu...e provando muitas coisas.
Não pensem que há amargura nisso, é muito prazeroso é movimento anti chatice mundial, é apoderar-se de si mesma
é amar aqueles que me amam, e os que não amam, não sabem o que estão perdendo...
liberdade.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Todo dia é futuro

O futuro é o intervalo de tempo que se inicia após o presente e não tem um fim definido. Referente a algo que irá acontecer. O futuro é utilizado na mecânica classica para dizer algo que está por vir. Que ainda não aconteceu ( mas vai). Na mecânica quântica já não existe a figura do futuro, pois esta atua de maneira atemporal.   (Wikipédia ) 



 Pensou? Ver e rever, querer saber, desejar... Tudo isso faz parte do futuro linear que conhecemos...ou pensamos conhecer.



Ele pode estar aqui, trancado incógnito, surpreendente...



 O futuro pode estar nos olhos visionários dos artistas, em seu desejo de desejar o que ainda ninguém desejou...



Pode estar num futuro que virou passado, mas que até hoje é celebrado...
                  

 Está aqui, na física quântica, no real imaginado, na surpresa do que não foi planejado, no fato de não saber se devemos subir ou descer as escadas feitas de degraus desenhados...



ou apenas sentar e esperar...



Hoje pensei no tempo de Dali, já que eu não pensava há muito tempo, a memória persistiu.



Hoje parei aqui para dividir o tempo, sem pensar  quanto tempo perdi ou ganhei. E meu futuro quântico começa agora, nesta hora...
neste início que chamam de ano.



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Você conhece alguém?

Que queira conhecer um antigo castelo da Escócia, sem ser escocês?


Nada de castelos de princesinhas! Pode parar a minha não é essa tá!
Sou mais as pedras sólidas do tempo, que se deixam marcar pela chuva, pelo sol e o vento...


Há tanto tempo, que parece que ele ( o tempo) não existe mais, e eu tão 'jovem" neste pais tropical, poder mergulhar nas úmidas paredes de mais de mil anos atrás!



Quero sim! Um castelo na Escócia, feito  de pessoas que marcaram o tempo, que pensaram ser eternas como as pedras...


Quero um castelo que eu possa ver Hamlet, mesmo que a história se passe na Dinamarca,  com suas complexas questões filosóficas, encerrado em si, no seu castelo...

" A natureza ao fazer-nos crescer, não só nos favorece em força e temanho, mas, à medida que vai passando, dilata com ele o espaço interno da inteligência e da alma"
(Cena III, Ato I - Laertes)



Quero ver os fantasmas, que já foram pessoas! Quero ver o que mudou nas
histórias, quero ver o que ficou da essência humana e que resiste a todos os tempos...

 "Se fôsseis tratar todas as pessoas de acordo com o merecimento de cada uma, quem escaparia da chibata? Tratai deles de acordo com vossa honra e dignidade. Quanto menor o seu merecimento, maior valor terá nossa generosidade." Ato II, Cena II

Alguns pensarão, opsss! Que estranho! 
Digo que belo!

Para encerrar: Será que alguém entenderá?